Governo brasileiro reitera segurança e pede explicações à China sobre Covid em frango

Tanto Ministério da Agricultura quanto o governo de Santa Catarina destacaram adoção de protocolos rígidos para evitar contaminação de carnes


(Foto: Emiliano Capozoli)

O Ministério da Agricultura disse ter acionado a Adidância Agrícola em Pequim ainda na quarta-feira (12/8) após o governo da cidade de Shenzhen, na China, afirmar ter detectado Covid-19 em asas de frango congeladas exportadas pelo Brasil.

Em nota, a pasta reiterou que não há comprovação científica da transmissão da Covid-19 através da carne ou de embalagem de alimentos congelados. Também garantiu a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob SIF, "visto que obedecem protocolos rígidos para garantir a saúde pública".

O lote que testou positivo é de um frigorífico da Aurora no oeste de Santa Catarina. O Escritório de Prevenção e Controle de Epidemiologia de Shenzhen informou que todas as pessoas que manusearam a carne testaram negativo para a Covid-19.

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina declarou, também em nota, que o setor produtivo catarinense segue protocolos rígidos de controle e reitera a confiança no setor.

"As agroindústrias instaladas no Estado seguem as normas estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal, no cuidado com a sanidade animal, e também pela Portaria Conjunta nº 19 dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia (ME) e da Saúde (MS) e pela Portaria Estadual SES 312, que tratam das medidas necessárias à prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19 nas indústrias de abate e processamento de carnes e derivados", afirmou o governo catarinense.

A Secretaria ainda destacou o fato de Santa Catarina ser o segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, com acesso a mais de 130 mercados internacionais, entre eles "países considerados os mais exigentes do mundo".

Procurada por Globo Rural, a Aurora ainda não se manifestou sobre o caso. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a contaminação ocorreu no manuseio da embalagem. “Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação", informou.

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