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Crivella mantém escolas fechadas, mas libera esportes coletivos na praia e pontos turísticos na Fase

Próxima etapa da retomada das atividades econômicas do Rio começa nesta sexta-feira (17). Quatro micropolos de bloqueios serão criados na cidade para evitar aglomerações.

Crivella anuncia Fase 4 de retomada econômica no Rio — Foto: Henrique Coelho/G1 Rio

A cidade do Rio entra nessa sexta-feira (17) na Fase 4 de sua reabertura econômica após as medidas contra o novo coronavírus. As pré-escolas e turmas de 1º e 2º ano que inicialmente estavam previstas para reabrir nesta etapa permanecerão fechadas, confirmou o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Um decreto municipal já havia sido publicado nesse sentido, estendendo o fechamento até 3 de agosto.


“As curvas estão dentro do previsto. Porém, nós estamos avaliando que, nessa situação de transporte e de segurança, nós precisamos adiar um pouquinho. Tivemos um número crescente de multas, o que não gostamos, e estamos ouvindo a opinião pública: 60% das pessoas que ouvimos acham prematuro abrir as escolas”, disse Crivella.



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Já os pontos turísticos voltam a abrir com 1/3 da capacidade e distanciamento mínimo de 4 m² por pessoa. Apesar da liberação da prefeitura, alguns espaços seguem fechados até a primeira quinzena de agosto, como é o caso do Pão de Açúcar, do Corcovado, do Aquario e do RioStar.

Nestes casos, a reabertura será unificada com outros equipamentos turísticos da cidade, com o objetivo de retomar as atividades de forma conjunta e segura, visando o bem-estar e a preservação da saúde de todos os visitantes e funcionários. Uma campanha com descontos para os cariocas deve ser divulgada em breve, segundo a prefeitura.

Nos clubes, as piscinas estarão abertas apenas para natação, não para lazer. Já os jogos de vôlei e futevôlei podem ocorrer nas quadras na praia de segunda a sexta, mas seguem proibidos nos finais de semana.

O estacionamento na Orla também está autorizado a funcionar.


“As medidas de uso da máscara, afastamento social e uso de álcool gel têm feito com que as curvas caiam, de uma maneira vertiginosa. Isso nos deixa muito feliz”, disse Crivella.

Micropolos para conter aglomerações


A prefeitura anunciou também que vai criar micropolos com bloqueios em 4 pontos movimentados da cidade - Olegário Maciel, Dias Ferreira, Praça Vanhargem e Nelson Mandela - para restringir o fluxo de pessoas.

O objetivo, segundo Flávio Graça, superintendente Inovação, Pesquisa e Educação de Vigilância Sanitária, é aumentar a vigilância nas ruas e impedir aglomerações.

“A gente sabe que nesses polos a população está tendo um comportamento de aglomeração maior, e a gente precisa de uma fiscalização mais incisiva para não atrapalhar a atividade de bares e restaurantes”.

O comércio de rua poderá funcionar com 2/3 da capacidade e respeitando o distanciamento de 4 m² por pessoa.

Em relação à educação, somente as universidades estarão abertas e ainda assim apenas para atividades práticas na área de saúde (medicina, fisioterapia, enfermagem etc).


O que está previsto na Fase 4



  • Esportes coletivos (de segunda a sexta) em quadras nas praias e lagoas

  • Lojas de shopping e estacionamentos – a capacidade passa a ser de 2/3

  • Pontos turísticos - com 1/3 da capacidade e distanciamento de 4 m² por pessoa

  • Reabertura de piscinas nos clubes para prática de natação

  • Comércio de rua - a capacidade passa a ser de 2/3 e o funcionamento aos sábados está liberado a partir das 9h

  • Reabertura de estacionamentos na orla

  • Reabertura de feiras de artesanato - somente para venda de produtos desse segmento, mas proibida a comercialização de alimentos e bebidas

  • Academias - o distanciamento que era de 6 m² por pessoa passa a ser de 4 m²


Quando anunciou o programa de flexibilização, em junho, Crivella disse que pensava em um retorno à normalidade em agosto. Porém, a data, segundo ele, precisará ser adiada. O Rio registra, até esta quarta-feira (15), 7.500 mortes e 65.489 casos da doença.

Todas as fases são acompanhadas por um Comitê Permanente de Gestão e Execução do Plano de Retorno. O monitoramento é diário, segundo a prefeitura.


Desmobilização de leitos


A prefeitura anunciou também que vai desmontar 200 leitos de enfermaria no Hospital de Campanha do Riocentro a partir desta sexta-feira, por causa da queda nos atendimentos dos pacientes de Covid-19.

“A capacidade irá de 500 para 300 leitos”, detalhou Márcio Lima, subsecretário de Atenção Hospitalar da Prefeitura do Rio.

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