'Segundo trimestre será ainda pior', afirma equipe econômica sobre PIB


Comércio fechado na cidade de São Paulo após restrições impostas durante pandemia do novo coronavírus

O resultado amargo do PIB de janeiro a março deste ano colocou fim na recuperação econômica do Brasil, de acordo com nota informativa da Secretaria de Política Econômica e Secretaria da Fazenda, do Ministério da Economia.

Na manifestação, a equipe afirma que o resultado econômico da atividade no segundo trimestre, ou seja até junho, será ainda pior.

"Os impactos iniciais da pandemia na economia a partir de março deste ano reverteram os bons indicadores de emprego, arrecadação e atividade do primeiro bimestre, levando a variação do PIB para o terreno negativo. Os efeitos danosos sobre a saúde da população brasileira e da nossa economia ainda persistem", afirma o documento.

A manifestação traça um cenário de "consequências nefastas para a população", com aumento do desemprego, da falência das empresas e da pobreza.

Para auxiliares da equipe econômica, esse resultado poderá ser usado como argumento para incentivar a aprovação de reformas estruturantes e evitar que a ajuda emergencial (coronavoucher) seja prorrogado demais.

"Para combater e amenizar o sofrimento dos brasileiros é necessário que as reformas estruturais continuem através de uma legislação mais moderna de emprego, com o fortalecimento das políticas sociais (com transferência de recursos de programas sociais ineficientes para os mais eficientes e de comprovado efeito no combate à pobreza), com o aprimoramento da legislação de falências e a modernização e desburocratização do mercado de crédito, de capitais e de garantias", ressalta a equipe nesta nota divulgada hoje.

A defesa das reformas faz parte da "agenda pós-pandemia", que prevê mudanças nas programas sociais, com transferência de recursos de programas considerados "ineficientes" para programas sociais de "comprovada eficiência no combate à pobreza".

Os outros pontos contemplam, ppr exemplo, fortalecer e desburocratizar o mercado de crédito, de capitais e de garantias; aprovar o novo marco regulatório do setor de saneamento básico e aprovar o novo marco regulatório do setor de gás.

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