top of page

Prévia indica deflação de 0,01% em abril, aponta IBGE

Com queda dos preços dos combustíveis, IPCA-15 teve menor taxa para meses de abril desde 1995. Preços dos alimentos, porém, subiram 2,46%.

Supermercado na Zona Norte de São Paulo — Foto: Kátia Beziaco/Arquivo pessoal

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve deflação de 0,01% em abril, em meio a queda dos preços dos combustíveis, segundo divulgou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, o indicador – que é considerado uma prévia da inflação oficial – havia ficado em 0,02%.

Segundo o IBGE, foi a menor taxa para meses de abril desde 1995.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,94% e, em 12 meses, a variação acumulada é de 2,92%, abaixo dos 3,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Queda do preço dos combustíveis


Seis dos 9 grupos pesquisados tiveram deflação em abril.

Segundo o IBGE, a queda nos preços dos combustíveis (-5,76%) foi o fator que garantiu a deflação no mês. A gasolina (-5,41%) exerceu o maior impacto individual negativo no índice (-0,27 ponto percentual). Ao longo de março, a Petrobras anunciou várias reduções nos preços nas refinarias em meio ao tombo dos preços internacionais do petróleo.

Os preços do etanol (-9,08%) e do óleo diesel (-4,65%) também recuaram no mês. O grupo Transportes (que abrange o preço dos combustíveis e tem o maior peso no consumo das famílias) teve a maior influência na taxa do mês, com queda de 1,47%.

Outro grupo a apresentar queda mais intensa em abril foi artigos de residência (-3,19%), com destaque para os eletrodomésticos (-7,15%).

Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados pelo IBGE:


  • Alimentação e bebidas: 2,46%

  • Habitação: 0,12%

  • Artigos de residência: -3,19%

  • Vestuário: 0,01%

  • Transportes: -1,47%

  • Saúde e cuidados pessoais: -0,32%

  • Despesas pessoais: -0,28%

  • Educação: -0,01%

  • Comunicação: -0,30%

Preços dos alimentos sobem 2,46%


No lado das altas, os preços do grupo Alimentação e bebidas, subiram 2,46%, com impacto de 0,48 p.p no IPCA-15. No grupo, o item alimentação no domicílio foi o que mais pesou, com aumento de 3,14%.

Entre os itens que ficaram mais caros em abril, destaque para cebola (35,79%), cenoura (31,67%) batata-inglesa (21,24%) e tomate (17,01%). Os preços das carnes (-0,27%) recuaram pelo terceiro mês consecutivo, embora a queda sido menos intensa que as registradas em fevereiro (-5,04%) e março (-1,81%).


Perspectivas e meta de inflação


A meta central do governo para a inflação em 2020 é de 4%, e o intervalo de tolerância varia de 2,5% a 5,5%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 4,25% ao ano – mínima histórica.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo do piso da meta. Os analistas das instituições financeiras reduziram a projeção de inflação para 2,20% no ano, conforme aponta a última pesquisa Focus do Banco Central. Foi a sétima redução seguida do indicador.

A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

O mercado continuou prevendo redução da taxa Selic nos próximos meses, que atualmente está em 3,75% ao ano. Os analistas seguem estimando um recuo para 3,25% ao ano no começo de maio, e um novo corte em meados de junho – para 3% ao ano – patamar no qual fecharia 2020.

Resultado por região do país


Seis das 11 regiões pesquisadas tiveram deflação em abril. A maior taxa foi na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,61%), influenciado pela alta da energia elétrica. Já o menor resultado foi no município de Goiânia (-0,52%), por conta das quedas nos preços dos combustíveis. Em São Paulo, houve deflação 0,05%.

Os preços foram coletados no período de 17 de março a 14 de abril e comparados com aqueles vigentes de 12 de fevereiro a 16 de março de 2020 (base). Em virtude da pandemia de Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas em sites de internet, por telefone ou e-mail.

Siga "VITRINE MAIS"
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Google Places Social Icon
Veja Mais
bottom of page