Ações da Vale caem mais de 20% e puxam queda da Bovespa

Papéis da mineradora entraram em leilão no início da sessão; índice da B3 havia renovado máxima na quinta-feira (24).

Dois socorristas tentam chegar a uma vaca atolada em um rio, dois dias depois do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. — Foto: André Penner/AP

O principal indicador da bolsa brasileira, a B3, opera em forte queda nesta segunda-feira (28), puxado pelas ações da Vale. O mercado reage na primeira sessão após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) na sexta-feira (25), quando a bolsa não operou em razão do feriado de São Paulo.


Às 13h40, o Ibovespa recuava 2,53%, aos 95.201 pontos.

Ações da Vale


As ações da Vale (VALE3) caíam em torno de 23% no mesmo horário, após entrarem em leilão no início da sessão. Com a queda, a Vale perdeu mais de R$ 45 bilhões em valor de mercado em comparação com o fechamento dos negócios na última quinta-feira, segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica.

A mineradora tem peso de 11,39% na composição do Ibovespa. As ações do Bradespar, acionista da Vale, cediam quase 23%, perto do mesmo horário.


Outras ações


Petrobras recuava em torno de 2,5%, enquanto Itaú Unibanco tinha leve queda, e Bradesco mostrava valorização.

Pela manhã, os papéis da Vale chegaram a recuar 16% no pré-mercado (negociações antes da abertura do pregão) da bolsa de Nova York (ADRs).

A empresa anunciou nesta segunda (28) que seu conselho de administração decidiu suspender o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (remuneração aos acionistas) e de remuneração variável (bônus).

Três decisões judiciais já bloquearam R$ 11 bilhões em recursos da companhia, em razão do rompimento da barragem. Além disso, a Vale recebeu duas multas. Uma, de R$ 250 milhões, aplicada pelo Ibama e outra, de R$ 99 milhões, pelo governo do estado.

A agência de risco S&P colocou a nota de crédito da Vale e de suas subsidiárias em observação para rebaixamento na noite de sexta-feira (25), citando as implicações negativas do desastre. A agência declarou que pode cortar a nota em vários nívels, a depender de multas e da possível perda da licença de operação na área afetada.


Última sessão


O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira (24), renovando a máxima histórica pelo segundo dia consecutivo. O Ibovespa subiu 1,16%, aos 97.677 pontos.

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