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Algodão se concentra no Cerrado e exige menos água

O Brasil é campeão mundial em produtividade nas lavouras da fibra em regime de sequeiro

No dia internacional da água os produtores de algodão brasileiros tem uma razão para celebrar. Segundo Arlindo de Azevedo Moura, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o país possui status de campeão mundial em produtividade nas lavouras de algodão em regime de sequeiro, que é como se chama o cultivo sem irrigação. Na safra 2016/2017, dos 940 mil hectares plantados com a commodity, apenas 40 mil (4,3%) foram irrigados, diz Moura.

O reconhecimento é da International Cotton Advisory Commitee (Comitê Consultivo Internacional do Algodão), fundado em 1939 e com sede em Washington, nos EUA, informa o executivo.

Moura continua: “Já no ranking geral da produtividade, o Brasil ocupa o quarto lugar, com 1,6 mil quilos de pluma por hectare, atrás de Israel, que colheu 1,76 mil quilos, mas irriga 100% das suas áreas, da Austrália (1,74 Kg/ha), onde a irrigação chega a 95% e da China (1,66Kg/ha), que tem 80% das lavouras dependentes da adição artificial de água.”

“É importante lembrar dessa conquista justamente no dia em que o mundo reflete sobre um dos mais importantes recursos naturais”, afirma o executivo. De acordo com ele, a cotonicultura brasileira praticada nas últimas décadas encontrou soluções para produzir cada vez mais algodão por hectare, usando apenas a água da chuva. A mais importante delas foi a concentração da cultura no bioma do Cerrado, que tem estações secas e chuvosas bem definidas. “Essa é uma vantagem para o calendário da produção, pois o algodão é plantado e se desenvolve na época das chuvas, ficando a colheita para o período de seca. A agricultura de sequeiro consome não apenas menos água, como energia”, explica Moura.

O pesquisador e autor de diversos livros sobre o algodão, Eleusio Curvelo Freire, consultor da Abrapa e coordenador científico do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), diz que um dos maiores mitos sobre a produção da fibra é que ela é altamente demandante de água. “Na verdade, o algodoeiro é uma planta bem resistente à seca, e somente precisa de água mais intensamente nos períodos de plantio e florescimento. Depois das maçãs abertas, quanto menos, melhor”, explica o estudioso. Ele acrescenta que, além de aproveitar estrategicamente as condições naturais para o plantio, a cotonicultura brasileira, majoritariamente classificada como empresarial, utiliza “variedades tecnológicas de algodão, que, entre outras características, trazem a resistência ao stress hídrico”. Eleusio possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Paraíba (1971), mestrado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal do Ceará (1976) e doutorado em Agronomia (Genética e Melhoramento de Plantas) pela Universidade de São Paulo (1985). Exerceu ainda a função de pesquisador na Embrapa Algodão.

 

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