Sobe para 14 o número de mortos após explosão em metrô russo


O ministério de Saúde da Rússia elevou nesta terça-feira (4) de 11 a 14 o número de mortos após a explosão de segunda (3) no metrô de São Petersburgo. Os investigadores russos afirmam que o ataque foi feito por um suicida, de acordo com a France Presse.

A ministra de Saúde, Veronika Skvortsova, afirmou que 11 pessoas morreram no local do ataque e três em decorrência dos ferimentos.

Antes da divulgação do aumento no número de mortos na Rússia, o serviço secreto do Quirguistão tinha informado que tudo indica que um cidadão do país centro-asiático seria o autor do atentado. O porta-voz do serviço de segurança do país, Rajat Sulaimanov, afirmou à agência russa Interfax que o suspeito seria Akbarzhon Djaliliv, nascido em 1995, que nasceu no Quirguistão e foi naturalizado russo.

Anteriormente, o serviço de segurança da república centro-asiática do Cazaquistão informou também que estava trabalhando ativamente com o FSB russo para localizar os culpados do atentado.

O vice-diretor do serviço cazaque, Nurgali Bilisbekov, desmentiu, no entanto, que o terrorista fora um cidadão do Cazaquistão, Maxim Arishev, nascido em 1996. "Esta informação não corresponde com a realidade", disse.


Sem ligação com a Síria


O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse que seria "cínico e cruel" chamar uma explosão mortal em São Petersburgo de vingança pelas ações da Rússia na Síria, informou a agência de notícias russa RIA. O país, que é o principal aliado de Bashar al-Assad, é acusado de atacar também alvos rebeldes.


A cidade de São Petersburgo amanheceu de luto, enquanto as autoridades russas seguem buscando aos culpados do sangrento atentado. As agências de notícias russas disseram que as estações de metrô de São Petersburgo chegaram a ser fechadas nesta terça depois de uma ameaça de bomba, de acordo com a Associated Press.

As bandeiras tremulam a meio mastro na segunda maior cidade da Rússia, onde onde foi decretado três dias de luto, mas a normalidade voltou em parte ao reabrir nesta manhã as linhas do metrô, segundo informou em comunicado o escritório do governador.

O presidente russo, Vladimir Putin, que se estava em São Petersburgo no momento da explosão, colocou uma coroa de flores no improvisado local de homenagens para vítimas.

O Comitê Nacional Antiterrorista (CNA) afirmou que 45 pessoas seguem hospitalizadas, sendo que 13 estão em estado grave. Um vídeo mostrou a confusão logo após a explosão.


Ataque


A explosão aconteceu por volta das 15h (no horário local, 9h no horário de Brasília) entre duas estações da linha azul, "Sennaya Ploschad" e "Tekhnologitchesky Institut", mas o maquinista do trem atingido não parou no túnel e seguiu até a primeira estação, o que facilitou as tarefas de salvamento.

Outra bomba caseira foi desativada pelo esquadrão antibomba na estação de metrô "Ploschad Vosstania", em frente à principal estação ferroviária da cidade (Moskovskiy).

Fora noticiado que câmaras de segurança do metrô captaram a imagem de um dos supostos organizadores do atentado, um homem de meia-idade com barba e gorro negros e aspecto de clérigo muçulmano, mas posteriormente ele foi descartado de ser um dos suspeitos.

Os últimos atentados terroristas em solo russo foram cometidos pela guerrilha islamita da Chechênia, república caucasiana russa cujo presidente, Ramzan Kadyrov, qualificou a explosão como "monstruosa".

Mas em 2015, o Estado Islâmico (EI) acabou matou 217 turistas russos ao exlodir um avião de passageiros pouco após decolar do Egito.

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