Minas Gerais sai na frente com safra recorde de café


Indispensável para muitos, o consumo aumentou 3,48% entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Por isso, uma boa notícia para os amantes dessa bebida originária do continente africano é que o maior estado produtor deste grão no Brasil, Minas Gerais, registrou um volume recorde de 30,7 milhões de sacas em 2016. O número corresponde a um aumento de 37,8% em relação à safra anterior e equivale a quase 60% da produção nacional, que ficou em 51,3 milhões de sacas.

Estes dados fazem parte do quarto e último levantamento anual de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em dezembro passado, após o período de pós-colheita. Em Minas, a área total de café (em produção) ultrapassou um milhão de hectares: um aumento de 4,2% em relação à safra anterior. Ou seja, após dois anos em baixa, a safra mineira finalmente alcançou um volume expressivo. A produtividade média também saiu na frente e ficou em 30,4 sacas por hectare, índice 32,2% acima do resultado obtido na safra 2015.

Responsável por 38% do café produzido no país, segundo o último Censo Agropecuário (2006), a agricultura familiar se beneficia destes resultados. Esse é o caso da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), no sul do estado, onde se destaca a produção de café de Minas Gerais. Dela participam mais de 320 famílias de pequenos cafeicultores, todos agricultores familiares. “A colheita de 2016 superou a dos anos anteriores. A produção de café dos cooperados, em 2015, foi de 34 mil sacas de 60 kg. Já no ano de 2016, a produção foi de 41 mil e 500 sacas. Houve um aumento de 22% em relação à safra anterior”, contabiliza Daniel Penha da Silva, gerente da cooperativa.

A Coopfam abrange os municípios de Poço fundo, Machado, Andradas, Campestre, Ouro Fino, Cambuí, Paraguaçu, Santa Rita do Sapucaí, São João da Mata, Silvanópolis, Natércia, Nepomuceno, Inconfidentes e outros oito. Atualmente, 71% dos cooperados possuem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e fazem uso das linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Atualmente, a cooperativa vende 20% da produção no Brasil e exporta 80%. Confiante em relação à continuidade de bons resultados, o gerente da Coopfam traça uma estimativa positiva para este ano. “Nossa expectativa para 2017 e que tenhamos um aumento da nossa produção de café, chegando a 45 mil sacas de 60 kg”, aposta. Como acessar o Pronaf Para requisitar o Pronaf, a DAP é obrigatória. Para conceder o crédito, o banco vai analisar alguns requisitos como, por exemplo, se a família está em dia com as contas, se possui condições para assumir novas dívidas e se a atividade a ser desenvolvida vai gerar renda suficiente para honrar com compromissos assumidos nos prazos definidos.

As condições de acesso ao crédito do Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da Agricultura Familiar, divulgado entre os meses de junho e julho.