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TRIGO/RETRO: Produção recorde deixa preço abaixo do mínimo em 2016

 

 

Os preços do trigo no mercado brasileiro iniciaram 2016 em alta, refletindo o maior interesse de moinhos e de indústrias de ração e a baixa disponibilidade do produto, principalmente de boa qualidade, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse movimento, observado ao longo de todo o primeiro semestre, foi interrompido a partir de agosto, diante do início da colheita do cereal nas principais regiões do País e da estimativa de produção recorde, com as médias caindo para patamares abaixo do mínimo estipulado pelo Governo Federal. Em algumas praças do Sul, inclusive, a média de dezembro no mercado de lotes (negociação entre empresas) foi a menor, em termos reais, de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2002 – deflacionamento feito pelo IGP-DI de novembro/16.

No primeiro trimestre do ano, produtores se mostraram firmes nos valores de venda, já que estavam “fazendo caixa” com soja e milho. Por sua vez, moinhos estavam cautelosos nas compras de trigo no mercado interno, já que, com a desvalorização do dólar nesse período, a importação era favorecida.

Em abril, com a baixa disponibilidade de trigo e no intuito de estimular o semeio do cereal, cooperativas e cerealistas ofereceram valores maiores ao produtor. Ainda assim, a área de trigo diminuiu, devido, principalmente, aos preços mais atrativos do milho. Entre maio e julho, de acordo com dados do Cepea, o cereal apresentou valorizações mais expressivas, impulsionado pela baixa oferta e pela demanda elevada, especialmente pelo setor de ração, que se deparava com preços recordes do milho.

Com o início da colheita de trigo da safra 2016/17 em meados de agosto, os valores voltaram a cair no Brasil. O clima favoreceu a safra, que registrou boa qualidade. Além disso, naquele mês, o dólar registrava o menor patamar do ano, estimulando as importações, principalmente do Mercosul.

Nesse cenário, em setembro, o preço ao produtor do Sul do País esteve abaixo do mínimo vinculado à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do Governo Federal, de R$ 38,65/saca de 60 kg (ou de R$ 644,17/tonelada). No último trimestre de 2016, os preços do trigo seguiram em queda, pressionados pelo avanço da colheita, pela desvalorização do dólar e pela retração compradora, com muitas regiões do Sul registrando, em dezembro, as menores médias da série do Cepea.

No agregado de 2016 (de 30 de dezembro de 2015 a 29 de dezembro de 2016), o preço do trigo no mercado de balcão (ao produtor) caiu 14,4% no Rio Grande do Sul e 12,1% no Paraná. No mercado de lotes (negociações entre empresas), houve baixa de 22,2% no Rio Grande do Sul, de 14,8% no Paraná e de 7,3% em São Paulo.

Para ajudar o setor tritícola, o Mapa realizou leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) e PEP (Prêmio para Escoamento do Produto). Em três leilões de Pepro e três de PEP, somados, foram arrematados 68,3% e 14,8%, respectivamente, dos volumes ofertados nestes leilões, de 592,5 mil toneladas e de 322,5 mil toneladas.

PRODUÇÃO – De acordo com o último relatório do ano da Conab, apesar de a área ter sido 13,6% menor na safra de 2016, a produção deve somar 6,7 milhões de toneladas, crescimento de 21% frente ao ano anterior, devido ao forte incremento de 40% na produtividade, a 3,164 t/ha. Essa produção é recorde e representa 62,4% da demanda brasileira e 64,3% do volume esperado para moagem industrial na temporada 2016/17. Os estoques finais (até 31 de julho de 2017) foram estimados em 1,189 milhão de toneladas. A Conab também indicou que a qualidade do grão está ótima nesta temporada, devido ao clima favorável.

IMPORTAÇÕES – De janeiro a dezembro deste ano, foram importadas 6,866 milhões de toneladas de trigo em grão, de acordo com dados da Secex, volume 45,90% superior ao do mesmo período de 2015. A maior parte do cereal veio da Argentina, seguida dos Estados Unidos, Paraguai e Uruguai.

DERIVADOS – Na maior parte de 2016, de acordo com pesquisadores do Cepea, as vendas de farinhas ocorreram apenas para atender a necessidade de curto prazo, já que muitos compradores não tinham a intenção de fazer estoque, devido ao enfraquecimento no consumo dos produtos finais. Até julho, os preços até estiveram firmes na maioria das regiões, sustentados pela valorização do trigo e pelo maior custo de produção. A partir de agosto, os valores passaram a cair, pressionados pelo avanço da colheita no Brasil. Desde então, compradores estão retraídos, à espera de preços menores para adquirir novos lotes. Ainda assim, a cotação média de 2016 superou a de 2015, em termos nominais.

No segmento de farelo, os preços em 2016 estiveram 40% acima dos registrados em 2015. O movimento de alta esteve atrelado à forte demanda do setor de ração, em decorrência do preço recorde do milho, e à redução na moagem de farinha, que resulta em menor oferta de farelo. Já a partir de outubro, parte dos moinhos reduziu o preço do farelo, por conta da maior disponibilidade de trigo em grão e do consequente recuo nos valores da matéria-prima. Ainda assim, os preços do farelo atingiram patamares elevados em 2016.

INTERNACIONAL – A produção da safra 2015/16 da Argentina foi estimada pelo USDA em 11,3 milhões de toneladas, volume 19% menor em relação à anterior, devido ao clima adverso durante o desenvolvimento das lavouras. Já na temporada 2016/17, a área cresceu 22% frente à anterior, por conta dos incentivos governamentais após a mudança do presidente no país vizinho. Essa nova produção deve somar 14,4 milhões de toneladas, aumento de 27% em relação à safra anterior.

Mundialmente, a produção da safra 2015/16 foi estimada em 735,49 milhões de toneladas pelo USDA, 1% abaixo da anterior, enquanto o consumo foi de 709,49 milhões de toneladas. Assim, a relação estoque/consumo final foi de 33,9% na safra 2015/16, frente aos 31% da 2014/15. Nos Estados Unidos, a produção foi estimada em 56,12 milhões de toneladas em 2015/16, aumento de 2% frente à anterior, e o consumo, em 32,02 milhões de t.

Nos Estados Unidos, os preços tiveram comportamento baixista em 2016. Em grande parte do ano, a pressão veio da maior oferta e de estoques elevados do cereal norte-americano, da ampla disponibilidade mundial e da valorização do dólar, que reduz a competitividade do grão daquele país. Além disso, o clima favorável à colheita da safra de inverno no sul das Grandes Planícies dos EUA e a queda nos valores futuros do milho também influenciaram as baixas no correr do ano.

No acumulado de 2016 (de 31 de dezembro de 2015 a 30 de dezembro de 2016), o primeiro vencimento negociado na Bolsa de Chicago (CME/CMBOT) caiu 13,2% e, na Bolsa de Kansas (CME/KCBT), 10,7%.

Análise retrospectiva sobre o mercado de trigo elaborada pelo Cepea.
Equipe: Prof. Dr. Lucilio R. Alves, Rafaela Moretti Vieira, Débora Kelen Pereira da Silva, Camila Pissinato, Yasmin Pascoal Butinhão, Ketlyn Accorsi, Isabela Rossi e Stefane Moura.

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