Quais são os potenciais conflitos de interesse de Trump como presidente?

Quando assumir a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump terá que tomar decisões que podem afetar suas empresas e negócios internacionais - algo que pode motivar críticas de conflitos de interesse.

As Organizações Trump englobam centenas de investimentos em imóveis, marcas e outros negócios.



Assim, ao acumular as vidas de chefe do Poder Executivo e empresário, ele teria - em tese - condições de influenciar a política americana e as agências do governo em benefício próprio.

Presidentes não são objeto das regras que regulam os conflitos de interesses envolvendo outros funcionários do governo, mas ocupantes anteriores do cargo nos EUA já colocaram suas empresas e negócios a cargo dos chamados blind trusts - fundações que gerem bens e que, em linhas gerais, não podem ser alvo de interferências do beneficiário - para evitar eventuais acusações de corrupção.

O republicano havia dito anteriormente que três de seus filhos adultos administrariam as Organizações Trump, mas eles também são membros de sua equipe de transição e participaram de reuniões e telefonemas a líderes estrangeiros.

O presidente eleito está recebendo orientações de assessores sobre o assunto e diz que em breve detalhará a questão em uma entrevista coletiva.

Especialistas em ética pediram que Trump liquide suas empresas holdings para evitar o aparecimento de qualquer conflito.

Veja abaixo uma lista dos conflitos de interesse conhecidos envolvendo Trump, tanto internacionais como domésticos - devido ao caráter privado de seus negócios, a extensão total de suas posses é desconhecida.


Wall Street


Inquilinos de edifício das Organizações Trump são investigados nos Estados Unidos.

As Organizações Trump alugam escritórios no edifício em Manhattan.

Segundo a Bloomberg News, há cinco investigações federais em curso sobre inquilinos atuais ou antigos do imóvel de número 40 na Wall Street, muitos deles por fraudes.

Essas investigações são conduzidas por uma comissão que terá um membro apontado por Trump assim que ele tomar posse da Presidência.


Oleoduto de Dakota


Tribos Sioux e seus aliados protestaram por meses contra a construção do oleoduto Dakota Access sob os suprimentos de água da reserva Standing Rock.

Trump tinha um investimento parcial - algo entre R$ 500 mil e US$ 1 milhão (cerca de R$3,2 milhão) - na empresa holding da Dakota Access pipeline, a Energy Transfers Partners.

A porta-voz do republicano, Hope Hicks, disse que ele vendeu suas ações da companhia Energy Transfer Partners. Mas outra holding do presidente eleito, a Phillips 66, controla 25% das ações do projeto.