Preço do trigo provoca insatisfação dos produtores do grão no RS


Agricultores já colheram 70% das lavouras de trigo. Grão teve boa produtividade no estado.

Os agricultores estão terminando a colheita do trigo no Rio Grande do Sul. A produtividade é boa, mas os preços nem tanto.

O clima favoreceu a principal cultura do inverno gaúcho. Os dias frios e secos contribuíram para a formação de espigas bonitas e produtivas. Mais de 70% das lavouras já foram colhidas.

O agricultor Aírton Becker está terminando a colheita dos 200 hectares que cultivou nesse ano, no município de Boa Vista do Cadeado, no noroeste do Rio Grande do Sul. A área é menor em relação à safra passada, mas o produtor avalia de forma positiva o resultado da colheita.

"Uma avaliação muito boa quando se fala em qualidade e produtividade. A gente está aí com a produtividade em torno de 65 sacas por hectare", diz Becker.

A expectativa inicial da Emater é que fossem colhidas 36 sacas por hectare. Hoje, já tem agricultores colhendo até 70 sacas por hectare. Mas, todo o otimismo na lavoura acaba sendo frustrado na hora da venda.

"A gente tem um preço mínimo em torno de R$ 38. Mas, hoje no mercado na nossa região os compradores estão pagando R$ 28. Então, o produtor está bastante preocupado que mesmo com a boa produtividade ele não consiga pagar todos os investimentos que fez na lavoura", alerta Becker.

A área destinada ao grão vem diminuindo ao longo dos anos. Em relação ao ano passado, a queda na área chegou a 13%. Segundo o chefe da Comissão de Grãos da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul – FARSUL, Hamilton Jardim, o motivo do descrédito dos agricultores são as condições do mercado externo.

"Este ano nós estamos com uma oferta muito grande no mundo. O mundo deve colher aproximadamente 740 milhões de toneladas. E o Brasil, dentro do contexto de Mercosul, está muito preocupado com a retomada muito forte da Argentina no mercado”, diz Jardim.

O produtor Édio Quaini, do município de Cruz Alta, não quer desistir da cultura, que é uma tradição na família. "Desde o tempo dos nossos avós eles plantam trigo. A gente tem orgulho disso. Só nós precisamos faturar em cima também. A gente tem que ganhar uma parte também para não trabalhar de graça ou pagar para trabalhar", conclui.

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